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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

João Bosco, Quando o Amor Acontece

betomelodia.blogspot.com


Em 12/12/2007, publiquei uma postagem em que João Bosco interpreta
"Caminhos Cruzados",  uma obra prima de  Tom Jobim com a
parceria de Abel Silva. Nesta página, destaquei João cantando
com a alma, revelando os sentimentos dos autores que em poucas
palavras, criaram um poema ao Amor e suas consequências.

Mas, existem intérpretes que além de transmitirem com perfeição
o lado sentimental das letras, sejam elas quais forem, superam-se.
É o caso desta ótima performance de João Bosco. Pessoalmente eu
atrevo-me a classifica-la como a mais bela entre todas as que já
ouvi. Creio que concordarão comigo. então, aqui vai

Quando o Amor Acontece.

carlos miranda (betomelodia) 

Coração sem perdão diga fale por mim
Quem roubou toda a minha alegria
O amor me pegou me pegou pra valer
Aí que a dor do querer muda o tempo e a maré
Vendaval sobre o mar azul

Tantas vezes chorei quase desesperei
E jurei nunca mais seus carinhos
Ninguém tira do amor ninguém tira pois é
Nem doutor nem pajé o que queima e seduz
enlouquece o veneno da mulher

O amor quando acontece
A gente esquece logo que sofreu um dia ilusão
O meu coração marcado tinha um nome tatuado
Que ainda doía pulsava só a solidão

O amor quando acontece
A gente esquece logo que sofreu um dia esquece sim
Quem mandou chegar tão perto se era certo um outro engano
Coração cigano agora eu choro assim

tom jobim / abel silva

fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

sábado, 11 de janeiro de 2014

Geraldo Azevedo, Dia Branco


Tenho certeza que todos conhecem estas joias da nossa Cultura Musical:
Romaria, Tocando em Frente, Amanheceu e Frete, entre muitas outras.
Elas tem em comum o toque mágico de Renato Teixeira.

Um defensor da autêntica Música Caipira, a Sertaneja de Raiz, compôs
"Rapaz Caipira" como uma crítica à atual Música sertaneja de consumo, em
defesa da sertaneja verdadeira e de raiz, que permanece firme nos atuais
dias, sem os modismos e desvios dos compositores da atualidade.
Esse defensor a que me refiro, é Geraldo Azevedo.

geraldo azevedo

Uma de suas músicas é considerada a que mais representa sua carreira:
Dia Branco, composta em parceria com Renato Rocha e que conforme
suas palavras, " faz parte de algum momento da vida das pessoas que
a conhecem 
". Não há show do Geraldo em que ela não é cantada em
coro pelo público, como nos mostra o vídeo abaixo.


carlos miranda (betomelodia) 


Se você vier pro que der e vier comigo
Eu lhe prometo o sol se hoje o sol sair ou a chuva
Se a chuva cair se você vier até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar num pedaço de qualquer lugar

Nesse dia branco se branco ele for
Esse tanto esse canto de amor oh! oh! oh!
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo

geraldo azevedo / renato rocha


fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mariana Aydar, Tá?

betomelodia.blogspot.com

    “ A música é minha redenção e minha rendição. ”

Na postagem de hoje, dedicada à uma integrante da safra de novos talentos
no cenário da nova Música Popular Brasileira, trazemos uma paulista que,
filha de pais ligados ao meio musical, por eles foi influenciada desde a mais
tenra infância, Mariana Aydar.

Criada no ambiente artístico, Mariana sempre teve a música bastante
presente como fonte de expressão e liberdade, quer ficando atrás dos
palcos, dormindo nos camarins ou junto aos músicos no estúdio. Assim,
apenas observando, a Música a fascinou. 

“ Desde pequena sabia que gostaria de estar perto do palco.
Atrás, na frente ou em cima. Aprendi muito só observando. ”

Cresceu ouvindo uma mistura de ritmos e estilos, tendo estudado
musicalização e violoncelo por cinco anos mas, foi quando completou
seus vinte anos que chegou à conclusão que toda a bagagem que tinha
adquirido, era apenas uma desculpa para fazer o que mais gostaria: cantar.

Começo a cantar profissionalmente como backing vocal e pouco tempo
depois, criou sua banda de forró, a Caruá, quando teve a oportunidade de
dividir o palco com muitos ícones de nossa música. Continuou seus estudos
na Berklee School of Music, em Boston. Ao morar em Paris por um ano,
conheceu Seu Jorge que a convidou a abrir os seus shows em sua turnê pela
Europa. De volta ao Brasil gravou seu primeiro álbum intitulado Kavita,
seu apelido, que é como gosta de ser chamada por amigos e colaboradores.

Aclamada pela crítica por sua afinação, no vídeo a seguir Mariana Aydar
nos dá uma mostra de seu talento interpretando "Tá?", autoria de
Pedro Luis e Roberta Sá. Show.

carlos miranda (betomelodia) 

Pra bom entendedor meia palavra bas-
Eu vou denunciar a sua ação nefas-
Você amarga o mar desflora a flores-
Por onde você passa o ar você empes-

Não tem medida a sua ação imediatis-
Não tem limite o seu sonho consumis-
Você deixou na mata uma ferida expos-
Você descora as cores dos corais na cos-
Você aquece a Terra e enriquece à cus-
Do roubo do futuro e da beleza augus-

Mas do que vale tal riqueza grande bos-
Parece que de neto seu você não gos-
Você decreta a morte a vida indevis-
Você declara guerra à paz por mais bem quis-
Não há em toda fauna um animal tão bes-
Mas já tem gente vendo que você não pres-

Não vou dizer seu nome porque me desgas-
Pra bom entendedor meia palavra bas-
Não vou dizer seu nome porque me desgas-
Pra bom entendedor meia palavra bas-
Bom entendedor meia palavra bas-
Bom entendedor meia palavra bas-
Bom entendedor meia palavra bas-
Pra bom entendedor meia palavra bas-

Pra bom entendedor meia palavra bas-
Eu vou denunciar a sua ação nefas-
Você amarga o mar desflora a flores-
Por onde você passa o ar você empes-

Não tem medida a sua ação imediatis-
Não tem limite o seu sonho consumis-
Você deixou na mata uma ferida expos-
Você descora as cores do coral na cos-
Você aquece a Terra e enriquece à cus-
Do roubo do futuro e da beleza augus-

Mas do que vale tal riqueza grande bos-
Parece que de neto seu você não gos-
Você decreta a morte a vida indevis-
Você declara guerra à paz por mais bem quis-
Não há em toda fauna animal um tão bes-
Mas já tem gente vendo que você não pres-

Não vou dizer seu nome porque me desgas-
Pra bom entendedor meia palavra bas-
Não vou dizer seu nome porque me desgas-
Pra bom entendedor meia palavra bas-
Não vou dizer seu nome porque me desgas-
Pra bom entendedor meia palavra bas-

Não vou dizer seu nome porque me desgas-
Pra bom entendedor meia palavra bas-
Bom entendedor meia palavra bas-
Bom entendedor meia palavra bas-
Bom entendedor meia palavra bas-
Pra bom entendedor meia palavra bas-
Tá?


pedro luís / roberta sá 


fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base da pesquisa: arquivo pessoal / google

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Romanelli e a Volta à Natureza

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vista da urca

Armando Romanelli de Cerqueira. Nascido em 1945 na Cidade Maravilhosa,
pintor impressionista dos mais consagrados, teve seu início nas Artes
na Escola de Belas Artes aos quinze anos, data em que fez sua primeira
pintura em um azulejo utilizando tinta para paredes.

Com lirismo e ímpar elegância, possuidor de um estilo próprio ao utilizar
as cores em suas criações, notando-se a harmonia de suas telas ao retratar
o homem em perfeira integração com a natureza.

armando romanelli

Romanelli sempre inova ao pintar. Apesar de sua declaração de não ter
preferência por determinada cor ele as usa com maestria, na sua maioria
em tons pastéis e em curtas pinceladas, tendo como base o momento
emocional, pois para ele a pintura é trabalho regido pela emoção.

Mostrando a diversidade dos lugares e do povo, Roma, como é
carinhosamente conhecido pelos amigos, revela a grande variedade
da cultura brasileira, a essência do misticismo e a nossa religiosidade,
como nesta pequena mostra podemos conferir.

carlos miranda (betomelodia) 


manguinhos, búzios



angra

madona do algodoal

dom quixote com moinho

procissão

iemanjá

feira de flores

colheita do algodão

barcos
destaco: entardecer
fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

domingo, 5 de janeiro de 2014

Gilberto Gil, Caetano Veloso e Ivete Sangalo: Super Homem, a Canção

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Esta é por mim considerada uma das mais belas linhas melódicas de Gilberto Gil,
em uma perfeita sintonia entre a poesia da letra e as harmonias que dela
fazem parte, assim como Retiros Espirituais e Pai e Mãe,  composições que ele
revela terem sido criadas por ele com a letra e a música escritas ao mesmo tempo.

Ele conta que de passagem pelo Rio de Janeiro, ficou hospedado em casa
de Caetano Veloso, aguardando a hora de embarcar para os Estados
Unidos. Foi dormir por volta de uma da madrugada. Mas logo foi despertado
pela voz entusiasmada de Caetano narrando a cena ao final do filme que
havia ido assistir, Super Homem, O Filme. E conforme ele o descrevia,
Gil a "assistia" , graças ao incrível poder de narrativa nos mínimos
detalhes, de Caetano. Conversaram um pouco e foram dormir.

Mas felizmente, Gil não conseguiu dormir. A narrativa de Caetano fez com
que ficasse gravada em sua mente a cena do herói revertendo a rotação da Terra
por causa da mulher que amava e que havia morrido, voltando o tempo e
assim trazendo-a de volta à vida. Levantou da cama, acendeu a luz, pegou o
violão e começou a compor. Em cerca de uma hora, lá estava a canção.
Na manhã seguinte, cantou-a para Caetano que a classificou: "Linda!".

caetano veloso, ivete sangalo e gilberto gil

Fez parte de meu repertório, lógico. O interessante é que alguns de meus
amigos ouvintes perguntavam-me o que queria dizer "minha porção mulher".
Em resposta, após algumas pesquisas, abaixo as palavras do autor:

" Muita gente confundia essa música como apologia ao homossexualismo,
e ela é o contrário. O que ela tem, de certa forma, é sem dúvida uma insinuação
de androginia, um tema que me interessava muito na ocasião. Me interessava
revelar esse imbricamento entre homem e mulher, o feminino como
complementação do masculino e vice-versa, masculino e feminino como
duas qualidades essenciais ao ser humano. Eu tinha feito Pai e Mãe antes,
já abordara a questão, mais explicitamente da posição de ver o filho como o
resultado do pai e da mãe. Em Super Homem - a Canção, a ideia central é
de que pai é mãe, ou seja, todo homem é mulher e toda mulher é homem."

gilberto gil

A seguir, um trio de ótimos representantes de nossa Música, Gilberto Gil,
Caetano Veloso e Ivete Sangalo, em uma bela interpretação desta
criação de Gil, Super Homem, a Canção.

carlos miranda (betomelodia) 

( vídeo em 360p )
Um dia
Vivi a ilusão de que ser homem bastaria
Que o mundo masculino tudo me daria
Do que eu quisesse ter

Que nada
Minha porção mulher que até então se resguardara
É a porção melhor que trago em mim agora
É que me faz viver

Quem dera
Pudesse todo homem compreender oh mãe quem dera
Ser o verão o apogeu da primavera
E só por ela ser

Quem sabe
O Super Homem venha nos restituir a glória
Mudando como um deus o curso da história
Por causa da mulher

gilberto gil


fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ednardo, Terral

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A postagem de hoje é sobre um talentoso Músico lá do Nordeste.
Ele foi um dos que iniciaram carreira musical na década de setenta, época
em que outros nomes da Música Popular Brasileira tais como Belchior,
Amelinha e Fagner, também despontaram.

Nascido em São Benedito, Ceará, no ano de 1945, foi na capital do estado,
Fortaleza, que iniciou sua trajetória musical vencendo seu primeiro festival,
o "Nordestino da Música Brasileira". Foi então que passou a ter projeção,
a ter maior repercussão no cenário musical cearense, sendo por suas
composições reconhecido nacional e internacionalmente. Seu nome é
José Ednardo Soares Costa Sousa, ou como é conhecido, Ednardo.

ednardo

Com grande contribuição para a promoção da cultura musical e artística
do Ceará, teve vários parceiros em suas obras além de atuações em teatro
e cinema. Uma de suas composições, "Pavão Mysterioso", foi tema de
uma novela em 1976, tendo hoje mais de 50 regravações no Brasil,
Europa, Japão, Israel e Américas do Sul, Central e do Norte.

O vídeo que apresento, traz Ednardo cantando um de seus grandes
sucessos, "Terral", tendo sido produzido em Jericoacoara, um
paraíso localizado no Ceará, seu estado natal.


carlos miranda (betomelodia) 


Eu venho das dunas brancas onde eu queria ficar
Deitando os olhos cansados por onde a vida alcançar
Meu céu é pleno de paz sem chaminés ou fumaça
No peito enganos mil na Terra é pleno abril

Eu tenho a mão que aperreia eu tenho o sol e areia
Sou da América sul da América South America
Eu sou a nata do lixo eu sou o luxo da aldeia eu sou do Ceará

Aldeia Aldeota estou batendo na porta prá lhe aperriá
Pra lhe 'aperriá' pra lhe 'aperriá'
Sou a nata do lixo eu sou o luxo da aldeia eu sou do Ceará
A Praia do Futuro o farol velho e o novo os olhos do mar
São os olhos do mar são os olhos do mar
O velho que apagado o novo que espantado vento a vida espalhou
Luzindo na madrugada braços corpos suados na praia fazendo amor

ednardo 

fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Djavan, Lambada de Serpente


Uma composição do poeta e compositor Cacaso, nascido lá em Uberaba,
uma interiorana cidade das Minas Gerais, onde outrora escravos eram
recrutados para o trabalho nas plantações das grandes fazendas da época.

Musicada por Djavan, ela narra em belas metáforas os sonhares, o trabalho
escravo, saudades da terra natal e o desejo de livrarem-se da tirania em
que viviam.  A "lambada de serpente" é o açoite e o "grão de pé de guerra,
pra colher dente por dente", o desejo de vingança contra os que os
obrigam a trabalhar de sol à sol em condições desumanas.

d j a v a n 

Esta Música traz-me uma vívida e grata recordação.
Certa noite em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a bela capital do Estado
onde residi por 28 anos, estando eu no palco e tendo terminado uma
interpretação de "Oceano", de Djavan, minha filha caçula, Talita, subiu ao
palco pedindo-me para usar o microfone. Surpreso o cedi. Para meu
meu espanto ela virou-se pedindo aos meus Músicos: "Lambada de Serpente,
Dó+
". Cantou perfeitamente. Foi muito aplaudida. Orgulho meu.


t a l i t a 

Hoje, seu aniversário, dedico à ti minha filha esta postagem.
Felicidades e que seus sonhos se concretizem.


carlos miranda (betomelodia) 

"Cuidá dum" pé de milho
Que demora na semente
Meu pai disse meu filho
Noite fria tempo quente

Lambada de serpente
A traição me enfeitiçou
Quem tem amor ausente
Já viveu a minha dor

No chão da minha terra
Um lamento de corrente
Um grão de pé de guerra
Pra colher dente por dente

Lambada de serpente
A traição me enfeitiçou
Quem tem amor ausente
Já viveu a minha dor

cacaso / djavan

fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
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