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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Iberê Camargo, A Arte De Um Mestre Gaúcho

núcleo

" Embora a amargura fosse uma companhia constante de Iberê Camargo,
ele tornou-se um dos mais respeitados Artistas Plásticos Brasileiros,
tendo suas obras em exposição nos mais importantes museus do mundo. " (sic)

iberê camargo 

Na cidade de Restinga Seca, Estado de
Rio Grande do Sul, veio ao nosso mundo
Iberê Bassani de Camargo no dia 18 de
novembro de 1914. Um grande Mestre nas
Artes Plásticas.

Embora tenha estudado com figuras marcantes,
representativas de variadas correntes estéticas,
não se pode afirmar que tenha se filiado a 
alguma. Iniciou seus estudos, ainda no 
Rio Grande do Sul, na Escola de Artes e Ofícios 
de Santa Maria, com Parlagreco e Frederico Lobe. 
Já em Porto Alegre estudou pintura com 
João Fahrion . Foi para a cidade de Rio de Janeiro 
em 1942, onde cursou a Escola Nacional de 
Belas Artes. Mas, insatisfeito com a metodologia 
ali adotada, juntou-se a outros artistas, 
também insatisfeitos, e com seu professor de 
gravura, Guignard, fundaram o Grupo Gruignar. 

Suas obras estiveram presentes, e sempre
reapresentadas, em grandes exposições pelo
mundo inteiro, como na Bienal de São Paulo e na 
Bienal de Veneza. Em 1953 tornou-se professor 
de gravura no Instituto de Belas Artes, Rio de 
Janeiro, lecionando mais tarde essa técnica em seu 
próprio ateliê ou em permanências mais ou 
menos longas em Porto Alegre e outras cidades, 
inclusive do exterior.

Era o dia 5 de dezembro de 1980 quando
aconteceu a maior tragédia na vida de Iberê.
O pintor deixou o ateliê mais cedo, à procura de 
uma loja de cartões natalinos. Quando dobrava uma 
esquina no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, 
parou para observar a discussão de um casal. 
O marido, vestindo apenas um calção, irritou-se
com a presença de Iberê e atacou-o verbal e fisicamente. 
Após discutirem, Iberê e o desconhecido caíram 
no chão. Assustado, Iberê sacou a arma e matou o 
homem. Detido na hora, passou um mês na 
prisão, até receber habeas corpus. 

Após esse desagradável momento em sua vida,
falava do Brasil com profunda desilusão, vindo
a falecer em 9 de agosto de 1994, na cidade de 
Porto Alegre, capital do estado de Rio Grande do Sul
Como curiosidade, não gostava de cachorros
nem de crianças, encontrando um companheiro fiel
no ano de 1983, um gato chamado Martin, por 
ele carinhosamente apelidado de "Cucuruco", que 
ele colocava no bolso do macacão enquanto 
pintava seus quadros.

Em 1995 foi criada a Fundação Iberê Camargo,
com a finalidade de conservar, catalogar e
perpetuar sua obra.

carlos miranda betomelodia) 



paisagem

o riacho

paisagem

a miséria

roda d'água

o ciclista

label

desdobramento II

jaguari

o grito


destaco: paisagem

fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
 base das pesquisas: arquivo pessoal / google

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Meus Escritos - Lapidado pelo Amor

ivanete souza

Dia 29. Um dia especial para nós dois.
Especialmente para mim.

Datas de encontros, desencontros, reencontros... 
Fases, fatos e realidades só me trouxeram
a certeza que um para o outro fomos talhados.
Grato por merecer teu Amor, tua paciência e
teus conselhos que passaram a reger este meu
novo viver à dois, a ti dedico o ensaio abaixo.

Que o Amor esteja sempre contigo, Ivanete.


Um grão de areia. As ondas o moviam ao léu.
Um tumulto de emoções o assolavam à cada vez
que elas o levavam para a praia, o traziam de
volta para o mar. Um novo lugar. Não criava raízes.

Abandonado, pisado, ninguém notava o fraco luzir
daquela pequena pedra, que agora desgastada, riscada,
fez parte do que outrora era rocha brilhante. Mas,
mesmo em seu fraco brilhar, refletia luz, refletia vida,
refletia amor, vontade de pertencer a algo mais
que um vai e vem sem parar.

À cada movimento das águas, tentava se fixar, agarrar
algo, achar algo que o acolhesse. Em vão. O pequenino
grão de areia sonhava e sonhava, tinha toda esperança na
chegada desse tão ansiado dia em que seria parte de algo.


o grão de areia

 Enfim, o dia chegou. Entre bilhões de grãos, ele
foi escolhido. Teve a beleza das cores de  seu fraco
luzir notado. Viu encantado a beleza de um olhar
fascinado fitando sua superfície tão riscada. Chorou.

Com o passar do tempo, lapidado com paciência
e amor, teve aos poucos seu luzir restaurado. Mas
os sonhos ainda não haviam terminado. Antes rejeitado, 
passou aos poucos a refletir luz pura e intensa, passou
a refletir a luz do Amor. 

E mesmo que no passado seu brilho tenha
sido ofuscado, nasceu pelo sonhar, pela busca
incessante, trilhando agora um caminho que o levará a
transformar-se em diamante. Lapidado pelo Amor.


carlos miranda (betomelodia) 

fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / meus escritos

sábado, 26 de setembro de 2009

Ivo Pessoa, Uma Vez Mais


Ivo Marcelo Menezes Pessoa, nasceu em
Londrina, Paraná, em 16 de janeiro de 1969.
Participou do programa Fama, e mesmo não
vencendo, obteve sucesso com a interpretação de
Uma Vez Mais, trilha da novela Alma Gêmea,
de Walcyr Carrasco.

ivo pessoa

Entre outros hits por ele interpretados, a
música Além do Olhar foi tema de abertura da
novela O Profeta, assim como outras, tais como,
Outra Vez, em Cobras & Lagartos, Teletema, trilha
de Sete Pecados e Deusa da Minha Rua, na
novela Desejo Proibido.

O vídeo a seguir, com edição de imagens
selecionadas e editadas por Ivanete, reforçam a
beleza da letra e da melodia de Blanch e
Felipe Loeffle, em uma ótima interpretação de
Ivo Pessoa. Confiram.

carlos miranda (betomelodia) 


( vídeo em 360p )
Voa minha ave
Voa sem parar viaja pra longe
Te encontrarei em algum lugar

Permaneço em ti
 Como sempre foi mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu

Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim entre as flores

Anjo meu tão amado anjo bem sei que estás
E eu dobrando sono hei de acordar
Para os teus olhos ver uma vez mais
O verdadeiro amor espera uma vez mais

Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim entre as flores

blanch e felipe loeffler

fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Caetano Veloso, Fora da Ordem


Bem, falar de Caetano é ser repetitivo, assim
penso , pois tudo que se podia falar à respeito
dele já foi dito. Essa postagem, é especial para mim,
pois certa vez, antes mesmo de chegar
ao final de minha interpretação, aconteceram vários
pedidos de bis, tendo eu que cantar por mais
duas vezes seguidas a mesma, entre aplausos do
público presente. Para vocês, Fora de Ordem.

carlos miranda (betomelodia) 

( vídeo em 360p )
Vapor barato
Um mero serviçal
Do narcotráfico
Foi encontrado na ruína
De uma escola em construção
Aqui tudo parece
Que era ainda construção

E já é ruína
Tudo é menino menina
No olho da rua
O asfalto a ponte o viaduto
Ganindo pra lua
Nada continua

E o cano da pistola
Que as crianças mordem
Reflete todas as cores
Da paisagem da cidade
Que é muito mais bonita
E muito mais intensa
Do que no cartão postal

Alguma coisa está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial

Escuras coxas duras
Tuas duas de acrobata mulata
Tua batata da perna moderna
A trupe intrépida em que fluis

Te encontro em Sampa
De onde mal se vê
Quem sobe ou desce a rampa
Alguma coisa em nossa transa
É quase luz forte demais
Parece pôr tudo à prova
Parece fogo parece
Parece paz parece paz

Pletora de alegria
Um show de Jorge Ben Jor
Dentro de nós
É muito é grande
É total

Alguma coisa está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial

Meu canto esconde-se
Como um bando de Ianomâmis
Na floresta
Na minha testa caem
Vem colocar-se plumas
De um velho cocar

Estou de pé em cima
Do monte de imundo
Lixo baiano
Cuspo chicletes do ódio
No esgoto exposto do Leblon
Mas retribuo a piscadela
Do garoto de frete
Do Trianon
Eu sei o que é bom

Eu não espero pelo dia
Em que todos
Os homens concordem
Apenas sei de diversas
Harmonias bonitas
Possíveis sem juízo final

Alguma coisa está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial

caetano veloso


fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Meus Escritos - O Sofrimento De Ninguém - Autoria de Maurizio Bersanni

Como de costume, meu gmail avisou me
do recebimento de comentários em meus blog's.
Em um deles, o título do blog do autor de
nome Maurizio, chamou minha atenção:
Instantes e Momentos. Acessei, para agradecer a
visita e veio o aviso de conteúdo adulto, que
me levou a pensar: mais um dos milhares
de sites e blogs desprovidos de conteúdo.

Surpresa. Belos poemas, odes ao amor e ao
prazer que ele proporciona em seus mais
íntimos momentos, ilustrados por belas
e eróticas imagens, retratando nossos desejos
e nossos atos, aqueles mais secretos,
em companhia da pessoa amada.
Eu recomendo uma visita.

Mas contém também textos sobre a vida, o pensar
por vezes dolorido, por vezes prazeroso
que ela provoca, evocando em nossa
mente lembranças vívidas, narrativas ouvidas
e arquivadas, experiências, atos que não
mais esqueceremos, contos como o
que abaixo transcrevo homenageando
meu conterrâneo lá do Leblon, Maurizio, em
minha cidade natal, o Rio de Janeiro.

carlos miranda (betomelodia) 


Era apenas um ser qualquer, mão esticada.
Era automático, num barulho de passos, um esticar
de mãos. Já nem pedia, pra que? Que se adivinhasse...

Às vezes uma moeda, uma nota, um tostão que fosse.
No fim do dia se levantava, ironicamente passava
as mãos na calça suja, rôta, limpando nada.
E ia sem pressa para lugar nenhum. Ia simplesmente.
Sem um rumo consciente, sem um destino,
sem um ponto final. Esperaria apenas o dormir
e deitaria numa ilusão de cama qualquer,
no instante que o sono chegasse.

De repente parou em frente uma vitrine. Olhava tudo
minuciosamente, viagens, cds, camisas, sapatos.
No reflexo do vidro na loja se viu. Pé descalço,
camisa rasgada, calça que era uma sujeira só. Sorriu.
Com tristeza, sorriu. Continuou seu caminho. Sem opções,
sem sonhos. Fome, frio, solidão. Nenhum bom dia, nenhum
boa noite. Nenhum sorriso, nenhum amigo, nenhum, ninguém.

No seu andar por andar, passou outra vez em frente
à mesma loja, olhou para a mesma vitrine. E desta vez,
só se olhou no vidro. Deitou ali mesmo e chorou.
Ninguém chorou com ele.

Só Ninguém chorou.

maurizio bersanni


fontes
imagem: arquivo pessoal - prefácio: carlos miranda (betomelodia)
conto: o sofrimento de ninguém - (do blog meus instantes e momentos)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Clóvis Graciano, a Diversidade em Arte

auto retrato

Nascido na cidade de Araras, SP,
em 29 de janeiro de 1907, Clóvis Graciano nos
deixou em São Paulo, SP, em 29 de junho 
de 1988. Nas Artes Plásticos nos legou diversos 
trabalhos em pintura, desenho, gravações, 
ilustrações, cenografia e figurinismos, enriquecendo 
sobremaneira a Arte Brasileira. 

Iniciou seus trabalhos na Estrada de Ferro 
Sorocabana, em Conchas, SP, pintando postes, 
tabuletas, letreiros e avisos para as estações 
ferroviárias. Transferido para São Paulo em 1934, 
passou a dividir seu tempo entre o trabalho e as artes, 
com preferencia para a última, tanto que após dez 
anos foi demitido por abandono de emprego. 
Em 1937 passou a integrar o grupo Santa Helena, 
indo ao final da década de quarenta para Paris, 
onde aprendeu as técnicas de produção de murais. 

De volta ao Brasil, executou diversos trabalhos 
em murais e em 1971, foi nomeado diretor 
da Pinacoteca do Estado de São Paulo e também 
Presidente da Comissão Estadual de Artes 
Plásticas e do Conselho Estadual de Cultura. 

Além da pintura, Graciano dedicou-se a diversas
atividades paralelas, lecionando cenografia na 
Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD), 
ilustrando jornais, revistas e livros, principalmente 
nos anos 1980. No decurso de toda a sua carreira, 
Graciano permaneceu fiel ao Figurativismo, 
jamais tendo sequer de leve sentido a sedução 
pelo Abstracionismo. Tratou constantemente 
de temas sociais, como o dos retirantes, 
além de temas de músicos e de dança. 
Suas obras figuram em museus e coleções 
particulares do Brasil e do exterior. 

Abaixo, uma pequena mostra de suas obras,
algumas pinturas e uma parte do painel por ele feito
na Avenida Ruben Berta, São Paulo.

carlos miranda (betomelodia) 


passistas

frevo

figuras dançando

conversando no terraço

cavaleiros

retirantes

bombardeio

destaco: dança das bandeirolas
fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google