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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Papas da Língua, Eu Sei


Papas da Língua. A banda de rock
idealizada em 1993, no Rio Grande do Sul,
pelo músico Léo Henkin, guitarrista e
compositor, que uniu velhos conhecidos
para levar o projeto adiante: Serginho Moah
nos vocais, Zé Natálio no baixo, Fernando Pezão
na bateria e Cau Netto na voz.

papas da língua

Interpreto suas composições, que são
muito bem recebidas pelo público
presente, sendo solicitadas e
aplaudidas por todos. Abaixo, em um vídeo
editado por iSaa xD, a banda interpreta
um de seus sucessos, Eu Sei.

carlos miranda (betomelodia) 

Eu sei tudo pode acontecer
Eu sei nosso amor não vai morrer
Vou pedir aos céus
Você aqui comigo vou jogar no mar
Flores pra te encontrar

Não sei por que você disse adeus
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus

Você aqui comigo vou jogar no mar
Flores para te encontrar

Hey Yei
You say good-bye and I say hello
You say good-bye and I say hello
Ô u ô u

Não sei por que você disse adeus não sei
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus
Você aqui comigo v
ou jogar no mar

Flores pra te encontrar

Hey Yei
You say good-bye and I say hello
You say good-bye and I say hello
Ô u ô u
Hey Yei

serginho moah e fernando pezão


fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Zé de Riba, Oito Pilha Hum Real e WWW.Sem


Iniciando 2009, falaremos sobre um
grande personagem da Música e da Arte
do nosso imenso Brasil, um artista que com
sua individualidade e uma criatividade ímpar,
nos leva ao seu mundo de composições e
interpretações que, fugindo das visões e dos
conceitos estereotipados, surpreende e encanta
a todos os que o conhecem.


Zé de Riba é acima de tudo um cara sério.
Quando é folclórico, quando é apocalíptico como
Conselheiro, quando é árido ou quando
é só um embolador de tudo, a abordagem do Nordeste
desse Zé é profundamente respeitosa e honesta.
Até quando ri de si mesmo, ele é assim.

E o show é forte, miscigenado, cheio de pontes
com o mundo. Ao lado de uma banda muito competente,
o maranhense migra por linguagens afinal de contas
parecidas sem deixar de ser ele mesmo,
acima de tudo coerente. Um trabalho de muita força.

carlos miranda (betomelodia) 


(vídeo em 360p )

Nos embalos desse trem cortador de unha tem
bala bombom pirulito tem até Sonrisal
Oito pilha hum real oito pilha hum real
guaraná cadeado relógio inglês
bilhete pra todo lado tem fiscal tomando tudo
e tem fiscal tomando tudo

E de repente um tumulto corre corre recomeça
gente perde a sacola no trilho o trem apita
vai pará é a polícia vai pará é a polícia
é porrada de respeito contra aquele cidadão

do jeito do jeito jeito que foi essa nação
pra você vê então todo dia na estação sujeito
bem disposto alho e tomate tesourinha de mão
nhaum... quando chegar o fiscal
nhaum... quando chegar o fiscal
olha aqui meu irmão tem que pagar na real
olha aqui meu irmão tem que pagar na real

E nesse vendaval aparece um pastor com as
bíblia na mão querendo me convencer... irmão
todo mundo vai morrer irmão todo mundo vai morrer
por causa do cigarro valei-me meu Pai Eterno
é o juízo final olha a pilha! Oito pilha hum real
olha a pilha! Oito pilha hum real vendido

Telefone e automóvel não tem Modess práamenina
tênis camisinha e a tal penicilina absorventes
higiênicos satélite computador Melhoral infantil
avião elevador cotonete de elefante viagem para a lua
roleta de corrida tem dó de mulher nua garrafa
de coca-cola geladeira cd cinto guitarra elétrica e o
carrinho de bebê é o Brasil está legal faz de conta
adicional fantasia real tem câmera digital
olha a pilha! Oito pilha hum real
olha a pilha! Oito pilha hum real tá na bolsa

Barriga bola de gude tem calcinha de fitinha
a bunda brasileira aqui tem de tudo e não precisa
ir à feira tem o rolo do rolo do rolo rolo ralá
enquanto lá em Brasília tão vendendo o País
atola acorda a vida por um triz quando o jogo do jogo
do jogo e quem entra no jogo inda não foi condenado
olha a pilha! Oito pilha hum real

olha a pilha! Oito pilha hum real

"Óquei" pessoal "óquei" pessoal
desculpem incomodá a viagem de vocês meu pai tá
no xadres minha mãe no hospital minha mana é
uma tarada ela não tá legal "porisso" te peço agora
aceito passe ou um Real aceito passe ou um Real
aceito passe aceito passe aceito passe aceito passe

zé de riba


O mais legal é que se fosse para rotular,
não daria para encaixá-lo no mesmo "world music"
de Lenine, por exemplo, a quem não deixa de lembrar.
Mas o que o pernambucano tem de "world",
esse maranhense tem de si próprio. O mesmo dá
para dizer de outra referência de Zé, André Abujamra,
esse citado nominalmente durante a interpretação
de Alma Não Tem Cor, do Karnak.

Explicando: se Lenine e Abujamra, cada um por
um caminho, exploram gêneros olhando para fora,
o maranhense tem as mesmas curiosidades com um
olhar para dentro. Cada gesto teatral, cada
estrutura de arranjo com a entrada da flauta transversa
ou o solo de guitarra, remete a anos do que se vive
repetidamente nos sertões, misturando cordel,
Armorial, Canudos, teatro mambembe,
trovas, alucinações, mitologias readaptadas,
tropicalismo e fome. E é isso que Zé apresenta
no picadeiro ao respeitável público.
Sem leões banguelas, macacos tabagistas
ou elefantes esquálidos.

A referência Karnak aparece de novo,
por acaso (para quem acredita) no título de uma Juvenal
que não é aquela, e mais explicitamente no maestro
da banda, Mano Bap, o baixista da banda de Abujamra.
Daí vir o humor e o conhecimento de causa ao passar por
tudo o que passa a banda, de três percussionistas,
um sopro, baixo e guitarra.

Aliás, um dos percussionistas se destaca pelo uso
de uma bateria eletrônica Roland HPD-15,
de dezesseis pads programáveis,
com um som de "surdo-mitidão" cheio de peso
e harmônicos que pouca gente
percebe de cara não ser o surdo mesmo.
bernando mortimer


( vídeo em 360p ) 
Sem amor sem ninguém
Sem nenhum sem cem
sem bondade sem maldade
sem saudade sem alguém
Sem agora sem passado
Sem futuro sem presente
Sem memoria
Sou www.sem

Sou www.sem
Sem sim sem não
Sem baião nem de dois
Sem tom sem som
Sem batom sem cachaça
Sem graça sem dó
sem pó sem pirraça
Sem feijão sem arroz
Sem teto sem chão
E o w do w do w ponto plugado

E nesse jogo inventado
Eu fico sem ponto sem
Sem amor sem ninguém
Sem Rimbaud sem cem
Sem queijo sem rato
Sem beijo sem Lacan
Sem Freud sem manhã
Sem sina sem menino sem menina
Sem karma sem cama sem drama
Sem gasolina sem comedia
Sem a mídia sem a media
Sou ponto sem sem cem
Sem sol sem Uol

Sem anzol sem mar sem lar
E o w do w do w ponto plugado
E nesse jogo inventado
Eu fico sem ponto sem
Sem verbo sem adverbio
Sou transitivo direto
E nesse verbo de amor e de paixão
Tão só tão tão tão só tão tão tão só tão tão
Tão só tão tão tão só

zé de riba e romildo soares



O engraçado é perceber que justamente no ponto
mais fraco da apresentação, Reprocesso,
tocada em duas versões, e nome do disco de Zé de Riba,
é que o artista aposta. Em uma letra com algo entre
B. Negão e Gabriel o Pensador, o artista abre mão de todo
um peso de excelência que carrega nas costas
para tentar ser palatável e falar uma língua que não
se encosta na dele. Entre tantas línguas tão ao alcance
e tão bem incorporadas, a que foi escolhida para representar
o artista é o tiro na culatra. Que ninguém se deixe levar por ela.
bernando mortimer


fontes
imagens e vídeos: arquivo pessoal - textos: carlos miranda (betomelodia) / bernardo mortimer
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Alfredo Volpi, Além de Bandeiras e Mastros

músicos

Última postagem da série A Arte deste ano de 2008.
Vamos falar sobre um pintor muito conhecido
por suas bandeiras e casarios, vamos conhecer um
pouco da Arte de Alfredo Volpi.

Nascido em Lucca, Itália, no dia 14 de abril de 1896,
Volpi morreu na cidade de São Paulo, em 28 de
maio de l988, sendo considerado o pintor ítalo-brasileiro
mais importante da segunda geração do modernismo.

alfredo volpi

Autodidata, veio para o Brasil com a idade de um ano
começando a criar suas obras em 1911, pintando murais
decorativos. Em seguida, trabalhou com óleo sobre
madeira, consagrando-se como mestre utilizador
de têmpera sobre tela. Utilizava suas próprias tintas,
pigmentos naturais diluídos em uma emulsão de verniz
e clara de ovo. A fase das bandeirinhas, sua maior
contribuição para a arte brasileira moderna, está expressa
em seu trabalho Bandeiras e Mastros.

Na pequena mostra a seguir, algumas de suas criações
nas diversas fases de seu trabalho, um grande legado 
para a Arte e a Cultura Brasileira.

carlos miranda (betomelodia) 


casario

bandeirinhas

marinha com pescadores

sem titulo

mulata

minha irmã costurando

mogi das cruzes

feira do cambuci

nu deitado

destaco: esquina no centro de são paulo
fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Alceu Valença, Solidão


Esta composição de Alceu Valença,
já foi por mim destacada no dia vinte e um
de julho desse ano que ora termina. Vocês devem
estar perguntando qual o motivo que me levou
a repetir a postagem, que é a última sobre música
de 2008. Vou explicar.

Além de ser uma das composições de Alceu
que mais gosto de interpretar, foi a maneira que
encontrei para homenagear a artista,
autora de mais de 500 edições de vídeos,
excelentes edições, das quais muitas
foram colocadas em meus blogs.

Em nossos contatos pela internet, o respeito
e a admiração por ela cresceram tanto que hoje
é por mim considerada uma amiga pessoal,
confidente e conselheira, e de certa forma, uma
também editora de meus post's por atender
meus pedidos de edições de vídeos.

Estou falando de Ivanete, aquela que consegue
tornar desejos realidades e músicas em
imagens de sonhos e fantasias. Abaixo mais
um de seus trabalhos, encerrando 2008
com Solidão, de Alceu Valença.

carlos miranda (betomelodia) 

( vídeo em 360p )
A solidão é fera, a solidão devora
É amiga das horas prima irmã do tempo
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração

A solidão é fera
É amiga das horas
É prima irmã do tempo
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração

A solidão dos astros
A solidão da lua
A solidão da noite
A solidão da rua


alceu valença


fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base da pesquisa: arquivo pessoal / google

sábado, 27 de dezembro de 2008

Meus Escritos - Delírio


Domingo. Uma fria tarde. Ele sentia-se só,
muito só. Não existe nada pior que a
solidão e a tristeza, juntas em um dia frio.

Uma vontade imensa de abraçar sua Mãe,
já frágil pelo peso da idade. Ouvir sua voz, sentir
seu cheiro. Mas não mais podia, pois o
tempo e a distância que os separava era grande.
Sua Mãe partiu, acolhida nos braços de
sua esposa há anos, longos anos.

Então, dirigiu seus pensamentos e a vontade de
abraçá-la para seu Pai, amargurado pela morte da
esposa, amargurado pela solidão após décadas
de viver à dois e com a alma perturbada
por muitas desavenças familiares pelas filhas causadas.
Abraçando-o, conversando com ele,
talvez abrandasse sua grande saudade.
Mas já era tarde também. Seu Pai partiu dois anos
após a morte de sua Mãe.

Solidão, frio e tristeza. Mas tinha ainda
irmãs, cunhados, sobrinhos e sobrinhas,
tinha ainda sua família. Iria visitá-los,
esquecer a solidão que o afligia,
matar a imensa saudade dos almoços e dos
churrascos aos domingos, jogando conversa fora.

Primogênito. Sempre teve amor por
eles. Talvez não soubesse demonstrar,
embora tivesse sido um bom filho, um bom irmão,
apoiando-os moral e financeiramente ao precisarem,
mas eles eram sua família e as recordações eram
muitas, boas e más. Mas também era tarde.
Intrigas de suas irmãs, tornaram-no um banido.

Apenas divagava, delirava, mas
aos poucos, à realidade voltou e a verdade
aflorou em seu olhar entre lágrimas silenciosas
e cruéis. Estava só, não mais tinha ninguém
que o acolhesse, que lhe transmitisse o calor de uma
palavra em uma simples e banal conversa. Idiota.
O que o levava a continuar sonhando? A iludir-se
com a volta de um passado perdido, morto e
repleto de hipocrisia, se agora o sentimento que
por eles nutria era o mais puro asco.

Só, ele iria continuar, pois fora covardemente
banido do seio da família quando mais dela precisou.
Até as lágrimas que corriam por sua face, rolando
em direção ao seu peito vazio não o consolavam,
pois eram frias como a solidão em um frio dia,
frias como o aço, como o desprezo que
agora por eles nutre.

carlos miranda (betomelodia) 

fontes
imagem: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base da pesquisa: arquivo pessoal / meus escritos

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Milton Nascimento, Travessia


" Sou fascinado pela minha família,
acho que eu não poderia ter tido mais amor,
educação e liberdade em nenhuma outra família no mundo.
Eles moldaram a minha vida. "
milton nascimento

Milton Nascimento. Na cidade de Rio de Janeiro,
em 26 de outubro de 1942, nasceu aquele que
é reconhecido mundialmente como um dos mais
influentes, talentosos cantores e compositores
da Música Popular Brasileira.

Conhecido também pelo apelido de Bituca,

filho de Maria do Carmo Nascimento, uma empregada
doméstica, foi adotado por um casal cuja esposa,
Lília Silva Campos, era professora de música e
o marido, Josino Campos, proprietário de
uma estação de rádio.

milton nascimento

Mudando para Três Pontas, em Minas Gerais, Milton

que aos treze anos já cantava em festas e em
bailes da cidade, tem seu estilo musical influenciado
por um desdobramento da Bossa Nova, a MPB,
associado a fortes tendências ao jazz e a grandes
nomes do rock, como Beatles e Bob Dylan, com
toques, tanto da música hispano-americana de
Mercedes Sosa, Violeta Parra e Victor Jara, quanto
dos sons caribenhos de Pablo Milanes e Silvio Rodrigues.

Nunca deixando de lado as suas origens, busca

inspiração nas fontes regionais brasileiras, nos cantos
folclóricos de Minas Gerais e de outros Estados, o
que comprovamos no vídeo a seguir.

carlos miranda (betomelodia) 


( vídeo em 360p )
Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto muito tenho pra contar

Solto a voz nas estradas já não quero parar
Meu caminho é de pedras como posso sonhar
Sonho feito de brisa vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto vou querer me matar

Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho hoje faço com meu braço o meu viver

Solto a voz nas estradas já não quero parar
Meu caminho é de pedras como posso sonhar
Sonho feito de brisa vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto vou querer me matar

milton nascimento / fernando brant


fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google