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sábado, 20 de setembro de 2014

Leci Brandão e Quarteto Linha: Isso é Fundo de Quintal

betomelodia.blogspot.com

É considerada como uma das mais importantes compositoras e intérpretes do Samba na Música
Brasileira. Nascida no ano de 1944 em Madureira, bairro do Rio de Janeiro mas, criada nos
redutos dos sambistas cariocas, Portela, Mangueira e Vila Isabel, dedico a postagem de hoje à
Leci Brandão da Silva, filha de uma família humilde, batalhadora por seus ideais desde sua
juventude e que foi a a primeira mulher a fazer parte da Ala de Compositores da Mangueira.

Leci é uma autêntica sambista, tendo começado sua carreira no início da década de setenta.
Com mais de trinta ábuns e compactos gravados, começando a compor em 1963. Onze anos
mais tarde, gravou seu primeiro LP intitulado A Música de Donga.

Escolhi para demonstrar seu talento como compositora e cantora, o Samba de sua autoria em
parceria com Zé Mauricio, Isso é Fundo de Quintal, um grande sucesso até os dias atuais. E
para ficar um pouco mais interessante, Leci é acompanhada por um grupo denominado
Quarteto Linha, originário de Natal, Rio Grande do Norte, a terra do Forró. Um quarteto lá
do norte do País acompanhando Leci em um Samba bem carioca? Vale a pena conferir
Leci Brandão cantando, acompanhada pelo quarteto potiguar.

carlos miranda (betomelodia) 


( vídeo em 360p )
O que é isso meu amor venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal é pagode pra valer
O que é isso meu amor venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal é pagode pra valer

E lá vem o Sereno trazendo um recado do Ubirany
Vêm contando pra gente Bira presidente vai chegar aqui
Com uma cara de anjo tocando seu banjo o Arlindinho Cruz
E dona Ivone Lara esta joia tão rara tão cheia de luz
Lá vem o Sombrinha fazendo harmonia com seu cavaquinho
Vai versar um partido com meu camarada Zeca Pagodinho

O que é isso meu amor venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal é pagode pra valer
O que é isso meu amor venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal é pagode pra valer

No Cacique de Ramos vai chegar o Cleber com seu violão
Tia Doca bonita cantando gostoso e batendo na mão
Olha a rapaziada fazendo o rateio comprando a bebida
Deixa pra Vicentina esta negra divina fazer a comida
É tantan é repique é pandeiro e cavaco pra ficar legal
Todo mundo cantando sambando e cantando no maior astral

O que é isso meu amor venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal é pagode pra valer
O que é isso meu amor venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal é pagode pra valer


leci brandão / zé mauricio


fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

José Wasth Rodrigues e a Arte Colonial Brasileira

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paisagem mineira

José Wasth Rodrigues. Sua discrição em relação à sua obra, tornou-o quase desconhecido
nas Artes Plásticas Brasileiras. À todos deu exemplos de dignidade e modéstia, tendo sido um
grande estudioso de nossa história, principalmente retratando de modo magistral a cidade
de São Paulo antiga, como se por aqueles séculos lá tivesse vivido.


josé wasth rodrigues

Wasth nasceu em São Paulo no ano de 1891. Ele nutria uma grande paixão e preocupação
em preservar as imagens bucólicas do Brasil antigo, o que levou-o a ser considerado um
dos maiores historiadores brasileiros por suas obras, tanto em aquarelas como em telas.

Como é tradição em relação a grande maioria de nossos Artistas, Músicos e Escritores, Wasth
morreu na pobreza no Rio de Janeiro no ano de 1957. Reuni algumas de suas criações para essa

pequena mostra de seus trabalhos, onde pode ser observada a riqueza de detalhes de suas obras.

carlos miranda (betomelodia) 



igreja de são bento, vista do rio tamanduateí

igreja bom jesus do brás

igreja da consolação

câmara da vila de são paulo

igreja do carmo

rua xv de novembro

rua alvares penteado

rua da quitanda, esquina, rua do comércio

rua do rosário

destaco: no palheiro
fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

domingo, 14 de setembro de 2014

Flávia Bittencourt, Hoje Eu Quero Sair Só


Em São Luiz, capital de Maranhão, Brasil, única cidade brasileira fundada por franceses, nasceu
Flávia Bittencourt em agosto de 1980. Nasceu para deliciar nossos sentidos compondo e
cantando uma grande variedade de estilos e ritmos, de sua autoria e de muitos grandes nomes
da Música Popular Brasileira. Em seu repertório estão presentes a cultura popular de seu estado natal

e muitas outras do universo cultural do Brasil.

Iniciou sua carreira ainda jovem, assistindo e ouvindo as tradicionais manifestações culturais
do Maranhão,  o tambor de criolo e o bumba meu boi, além de ser influenciada por Eliseth
Cardoso, Lenine, Beatles e principalmente por Dominguinhos.

Flávia, compositora, instrumentista e cantora, tem seu lugar garantido na seleta lista dos
grandes talentos da nova Música Brasileira, realizando shows em várias capitais brasileiras
onde graças a sua presença de palco, sempre contagia seu público. Escolhi o vídeo em
que ela interpreta Hoje Eu Quero Sair Só, onde além de cantar dá-nos uma mostra de
seu talento como percussionista. 


carlos miranda (betomelodia) 


Se você quer me seguir não é seguro
Você não quer me trancar num quarto escuro
Às vezes parece até que a gente deu nó
Hoje eu quero sair só

Não demora eu tô de volta tchau
Vai ver se eu tô lá na esquina devo estar
Já deu minha hora e eu não posso ficar
A lua me chama eu tenho que ir pra rua
A lua me chama chama

Se você quer me seguir não é seguro
Você não quer me trancar num quarto escuro
Às vezes parece até que a gente deu nó
Hoje eu quero sair só

Você não vai me acertar à queima-roupa
Vem cá me deixa fugir me beija a boca é
Às vezes parece até que a gente deu nó
Hoje eu quero sair só

Não demora eu tô de volta tchau
Vai ver se eu tô lá na esquina devo estar
Já deu minha hora e eu não posso ficar
A lua me chama eu tenho que ir pra rua
A lua me chama eu tenho que ir pra rua tchau

Vai ver se eu tô lá na esquina devo estar 
Já deu minha hora e eu não posso ficar
A lua me chama eu tenho que ir pra rua
A lua me chama chama

lenine / mu chebabi / caxa aragão


fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Martie, Xote das Meninas


Ela tem cabelos loiros, belos olhos verdes, uma pele cor de rosa e uma bela voz. Canta com um
jeitinho todo seu algumas das mais mais belas páginas da Música Brasileira. Mas, tem um detalhe que impressionou-me muito: sua pronúncia ao cantar pois ela não é de origem
brasileira, nasceu em Tilburg, Holanda, ano de 1982. Seu nome, Martie Rikhof. Ela é a
prova de que a Música Brasileira em seus muitos ritmos, dispensa fronteiras.

Tudo começou lá na Holanda. Martie é formada em Jazz, tendo inspirado-se em Billie Holiday,
passado pela Música Clássica até chegar à Música Brasileira, tendo como foco a batida, o
canto de um dos grandes mestres brasileiros, João Gilberto e a maestria de um ícone,
Tom Jobim. Influenciada por seus talentos, resolveu morar no Brasil. 


Sua paixão pelo Brasil e por seu universo musical, fez com que ela aprimorasse a língua
portuguesa, dedicando-se ao estudo da cultura brasileira, sua tradições e ritmos pois,
segundo suas palavras, precisava livrar-se do rótulo musical brasileiro no exterior,
Samba e Bossa Nova, divulgando também o Xote, Maracatu, e Forró.

Ilustrando essa postagem, Martie canta uma  composição de Luiz Gonzaga em parceria
com Zé Dantas, Xote das Meninas, com muito charme e balanço. 

carlos miranda (betomelodia) 


Mandacaru quando 'fulorá' na seca
É o sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjoa da boneca
É sinal que o amor já chegou no coração

Meia comprida não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado não quer mais vestir timão

Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar

De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando sonhando acordada
O pai leva ao 'dotô' a filha adoentada
Não come nem estuda
Não dorme não quer nada

Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar

Mas o 'dotô' nem examina
Chamando o pai do lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
Que pra tal menina
Não tem um só remédio
Em toda medicina

Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar

luiz gonzaga / zé dantas


fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal texto: carlos miranda (betomelodia)fontes
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Monique Kessous, Calma Aí

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Multi-instrumentista e Compositora. Cantora. Carioca e linda mulher. A postagem de hoje
é dedicada ao talento de Monique Kessous. Soprano, voz afinada e  impecável,
nascida no Rio de Janeiro em fevereiro de 1984, que aos nove anos representou sua
escola no Festival de Música Idishe do Clube Hebraica, solando em um coral para um
público de aproximadamente mil ouvintes com grande sucesso.

Começou a estudar Música aos dez anos e aprendeu a tocar violão com seu irmão, Denny.
Autodidata em cajon, instrumento de percussão com origem afro-peruana e pandeiro,
Monique estudou piano popular, clássico e também canto lírico e popular. Sua carreira
na Música iniciou-se 2001, com seu primeiro show solo com um repertório irreparável.
Segundo suas palavras, na adolescência junto aos amigos tocava canções dos songbooks
de Bossa Nova. Posso afirmar que está próximo o dia em que ela terá o seu.

Escolhi para mostrar o talento de Monique, um vídeo em que ela canta um de
seus muitos sucessos, Calma Aí, uma bela canção de Amor.

carlos miranda (betomelodia) 


(vídeo em 360p )
Calma aí peraí não espere tanto desse amor
Outra vez sem sentir corro para os braços que me largam

Na tristeza de sentir tanta solidão
Acompanhada por aí de tanto amor pra dar
Não vou mais chorar não quero dizer mais nada de mal

Olha aqui meu amor Não se esqueça nunca que eu tentei
Sem rancor sem mentir Sempre fiz aquilo tudo que te prometi

Meu amor foi tanto amor
Que eu quis que fosse eterno até morrer
Mas sei que foi enquanto em mim durou
Talvez nós dois sejamos um
É fato que se consolidará
Um novo amor o nosso amor amor

monique kessous


fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Eliseu Visconti, Suas Múltiplas Técnicas

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as lavadeiras

Ele estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na Academia Imperial de Belas Artes, foi
aluno de vários grandes mestres brasileiros das Artes Plásticas, entre eles José
Maria de Medeiros, Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Victor Meirelles. Nasceu
em Julho de 1866, não no Brasil mas, em Salermo, Italia.

Visconti viajou para o Brasil já menino, aos sete anos de idade por influência de sua
grande mentora, Baronesa de Guararema Francisca de Souza Monteiro de Barros, então
aluna de pintura de Vitor Meireles. Ficou hospedado na fazenda São Luiz, em Minas
Gerais, propriedade da família, de onde partiu para o Rio de Janeiro para estudar
Música. Mas seu nato talento para as Artes Plásticas prevaleceu e Visconti
dedicou-se aos estudos de desenhos e pinturas.


eliseu visconti, autorretrato

Venceu seu primeiro concurso em 1892, e realizado a primeira exposição individual
em 1901, onde além de de suas telas expôs suas criações em Arte Decorativa e Arte
aplicada aos meios gráficos, é considerado o introdutor da Art Noveau no Brasil,
com seus desenhos de selos, cerâmicas, luminárias, cartazes e ex-libris. Segundo
Mário Pedrosa, crítico de Arte, Visconti é o marco divisório para a verdadeira pintura
brasileira, pois até então ninguém havia tratado com tamanha maestria o mais temido
tema da pintura no Brasil, a luz tropical.

Sua obra possui valor universal pois utiliza ao longo de suas muitas fases, técnicas
tais como impressionistas, naturalistas, pontilhistas, realistas e neo-realistas.  Sua
morte em Outubro de 1944, não tirou a atualidade de seu legado marcado em um grau
de versatilidade tal que, além de um grande Mestre de vanguarda, é também tido
como pioneiro do design no Brasil. Abaixo uma pequena mostra de seu legado.


carlos miranda (betomelodia) 



o beijo



sob a folhagem

maternidade

a visita

garotos da ladeira

lição no meu jardim

minha casa de campo em teresópolis


moça no trigal

roupa estendida

destaco: meu quintal, copacabana, rio de janeiro
fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal/  google

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Lia Sophia, Ai Menina

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Ela nasceu em Caiena, Guiana Francesa em 1978. Dois anos depois, veio para o Brasil,
Macapá, estado de Amapá e lá cresceu aprendendo a cantar. Aos seis anos já era a
solista da igreja local. Influenciada pela mãe, aos nove anos aprendeu a tocar violão.
Ouvia vários estilos de Música mas, o marabaixo e o carimbó, ritmos típicos da
região a cativaram. seu nome, Lia Sophia.

Lia, que já trabalhou como frentista e vendedora, aos 17 anos muda para a cidade de
Belém, no Pará, para estudar psicologia onde cantando em casas noturnas, foi cativada
pela Música Popular Brasileira dando início a uma bela carreira como instrumentista,
compositora e cantora.

Sua personalidade atraente, a mistura de vários ritmos como carimbó, merengue e
a guitarrada, marcantes no norte e nordeste brasileiros, fez com que a crítica a tenha
como uma das melhores revelações de nossa Música. Escolhi para mostrar o talento
de Lia, a Música "Ai Menina", de sua autoria, sucesso que a projetou nacionalmente
ao ser incluída na trilha sonora de uma novela. 

carlos miranda (betomelodia) 


Menina o que fazer com seu rebolado ai ai
Menina o que fazer com essa saia rodada ai ai
Se o tambor começa tua saia gira
O mundo inteiro para pra te ver menina

Me diz o que fazer com seu rebolado ai ai
Menina o que fazer com essa saia rodada ai ai
É na palma é no couro essa roda girando
O que vou fazer pra te ter menina

Ai menina vem pra roda vem
Ai menina aqui tem carimbó
Todo mundo balança no teu bailado
Curimbó segue a ginga do teu rodar

lia sophia


fontes
imagem: google - vídeo:arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
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