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sexta-feira, 2 de junho de 2017

A Arte no Mundo - Johannes Vermeer - Holanda

a arte da pintura - s.d.



Conhecido como o mais famoso e importante pintor holandês do século XVII, século conhecido por
Idade de Ouro Holandesa, por suas conquistas artísticas e culturais. Nasceu em Delft no mês
de Outubro do ano 1672, lá viveu toda sua vida até sua morte em Dezembro de 1675, e a
sua obra é admirada por suas  composições inteligentes  em transparentes cores e
brilhantes com o uso da luz. Há poucos registros sobre sua vida mas é sabido
que se mantinha com  parcos rendimentos como comerciante de Artes e
não por venda de suas telas. Morreu muito pobre em 1675, apenas
assim era lembrado, mas sua grandeza por fim é reconhecida
por W. Bürger em 1866. Atualmente poucas são as telas
atribuídas a ele, cerca de 35 a 40, pois existem em
alguns trabalhos  dúvidas  sobre sua autoria. 


johannes vermeer - 1632 / 1675
oil on canvas - 120x100 cm - kunsthistoriches museum
vienna - austria
fonte
imagem e dados técnicos: arquivo pessoal / google
carlos miranda (betomelodia) 


quinta-feira, 1 de junho de 2017

A Arte no Mundo - Vasily Polenov - Rússia

an overgrown pond - 1879



Foi em Maio de 1844 que na cidade de São Petersburgo que Vasily Polenov nasceu,  um pintor russo
que fez parte do Movimento Realista dos Ambulantes. Aclamado por seus contemporâneos como
"Cavaleiro da Beleza", sua obra tem um misto da cultura ocidental quanto da herança russa
aristocrática visto ser profundo conhecedor da história, das origens de sua bela Nação.

Filho de uma família erudita, humanista e amante das Artes, descendentes da antiga nobreza russa, a
sua herança cultural, a curiosidade e a paixão sobre desenho e pintura o moldaram. O seu pai foi
provavelmente um  influenciador em sua carreira,  pois além de  arqueólogo,  Dmitri Polenov
amava a Arte. Sua infância foi em Karelia, perto da fronteira finlandesa, com seus lagos e
espetacular flora; impressionaram, fascinaram a família como fonte de inspiração. Em
1926 foi homenageado recebendo o título honorário de  Artista do Povo da URSS.
Deixou um lindo legado ao morrer na cidade de  Polenovo,  em Julho de 1927.


vasily polenov - 1844 / 1927
oil on canvas - 124,7 x 80 cm - tretyakov gallery
moscow - russia
fonte
imagem e dados técnicos: arquivo pessoal / google
carlos miranda (betomelodia) 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Roberta Campos, Casinha Branca



Ela já foi apresentada aqui no Blog em abril, em um duo com Nando Reis interpretando a canção de
sua autoria  "De Janeiro a Janeiro".  Influenciada pela Música de Minas Gerais, pelo pop, rock e
folk, Roberta interpreta com delicada e bela voz, canções que encantam plateias com suas
letras que enaltecem o  amor, saudade, felicidade e outros sentimentos  que elevam a
alma.  O vídeo por mim escolhido para ilustrar a publicação, é sobre o clássico de
nossa cultura musical, Casinha Branca, composição da dupla  Joran e Gilson.

carlos miranda (betomelodia) 


Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo à minha frente nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela para ver o sol nascer

Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério seu sofrer sua ilusão

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela para ver o sol nascer


joran / gilson


fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

domingo, 28 de maio de 2017

Henrique Bernardelli e o Academismo

tarantela


Nascido na cidade de Valparaíso, Chile, em 15 de Julho de 1857, naturalizado brasileiro no ano de 1878,
morreu na cidade do Rio de Janeiro em 6 de Abril de 1936. Chegou  com sua família no Brasil, no
início da década de 1860,  que estabeleceu-se no Estado do Rio Grande do Sul. Em 1867,
passa a morar na cidade do Rio de Janeiro, matriculando-se na Academia Imperial
de Belas Artes em 1870, tendo como professores Zeferino da Costa,  Victor

Meirelles  e Agostinho da Mota.  Também foi discípulo de Domenico
Morelli em seu atelier na capital da Itália, Roma, de 1878 até
1886, quando então retorna ao Brasil realizando uma
exposição individual polêmica e interessante.


henrique bernardelli

Foi nessa mostra  que as telas Tarantela, que
abre a postagem,  Maternidade, Messalina, e Modelo
em Repouso,  foram apresentadas ao Brasil.  Já desenhista,
gravador, pintor, torna-se professor ao lecionar na Escola Nacional
de Belas Artes  de 1891 a 1905,  quando então recusa renovar seu contrato
com a Escola, sob a sensata alegação que o ensino precisa ter seus quadros renovados
periodicamente.  Assim, a Rua do Ouvidor, na cidade do  Rio de Janeiro ganhou um atelier, onde
Henrique Bernardelli ministrava aulas de pintura, formando alunos tais como Lucílio de Albuquerque e
Georgina de Albuquerque, Eugênio Latour, Hélios Seelinger  e também   Arthur 
Timóteo da Costa.

carlos miranda (betomelodia) 




o pensador
bandeirante



a carta

mulher


maternidade

o tempo

messalina
nu com mulher





estudo para decoração da sala martinelli

bandeirante
os bandeirantes











destaco: natureza morta
fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google
( tamanho das telas adaptados à diagramação )

quinta-feira, 25 de maio de 2017

José Maria de Medeiros, o Academismo Neoclássico em Sua Expressão Romântica

iracema - 1884


" Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel,  que tinha os cabelos mais negros que
a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.  O favo da jati
não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque
como seu hálito perfumado."

" Inquieta  Iracema  pela ausência do esposo,  sai em busca dele e chega à beira do lago,  já quando as
doces sombras da tarde vestiam os campos. Encontrando ali fincada na areia da praia, a flecha do
guerreiro transpassando um guaiamum, de que pende um ramo de maracujá, enchem-se-lhe
os olhos de lágrimas, interpretando as ordens que aquele símbolo lhe revela: como o
guaiamum  deve ela andar para trás,  e como o  maracujá,  que guarda a flor até
morrer, conservar a lembrança do esposo."

( Trechos de Iracema, José de Alencar, 1865 )


josé maria de medeiros

Era uma vez um jovem nascido na  Ilha Faial,  Açores,  em 1849.  Saindo em busca de novas aventuras,
inspirações e sonhares, chegou ao Brasil no ano de 1865. Encantado com o que aqui viu, com a
beleza natural e com os que aqui habitavam, em meados do mesmo ano ingressa no Liceu
de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Três anos depois, vai para a Academia Imperial
de Belas Artes,  tendo como um de seus  professores  "Victor Meirelles",  entre
renomados outros mestres e  como colegas,  "Almeida Júnior",  "Estevão
Silva
",  "Firmino Monteiro" e outros  mais.  Foi um  bom aprendizado.

Em 1871, participando da  Exposição Geral de Belas Artes recebeu
a Medalha de Prata,  e na mostra de 1876, a Grande Medalha de Ouro. No
ano de 1878,  ocupou por concurso o cargo de professor de desenho figurado
na Academia Imperial e quatro anos mais tarde, naturalizando-se brasileiro passou a
catedrático. Dois anos depois, 1884, no certame expõe as telas Morte de Sócrates e a que
rendeu-lhe o título de Oficial da Ordem da Rosa: a sua obra prima, Iracema.  Entre os discípulos
que formou, destaco "Eliseu Visconti", que aqui no Blog em 05/09/2014, teve sua bela obra em destaque.

O amor de José Maria de Medeiros ao Brasil era tão intenso,  que jamais saiu daqui,  abdicando
as tão sonhadas viagens à Europa por todos os Artistas. Em 1891, sai da Academia e passa
a exercer o  magistério no ensino público  de segundo grau e,  seis anos mais tarde
ocupa um cargo no Instituto Profissional João Alfredo. O seu talento, aliado ao
nosso excelente ensino acadêmico,  é o motivo de o  neoclassicismo nas
Artes Brasileiras,  ter adquirido contornos voltados ao romantismo.
Veio a falecer na cidade do  Rio de Janeiro,  no ano de 1925. 

carlos miranda (betomelodia) 



colonia de pescadores

sem título disponível

sem título disponível

sem título disponível

sem título disponível

sem título disponível

sem título disponível

destaco: a morte de sócrates -1878
fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google
( tamanho das telas adaptados à diagramação )

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Rubel e Nina Oliveira: Quando Vier a Primavera

nina oliveira e rubel


Trago na publicação de hoje, o encontro musical entre uma paulista e um carioca, em uma composição
que nos leva em um passeio pela imorredoura Bossa Nova. E um encontro que muito me orgulha.
Nina Oliveira, paulista; compositora, cantora e violonista,  Nina e suas interpretações revela
em sua Música que não são apenas boas mas,  com letras de posicionamento político e
social relevantes, que nos levam à profundas reflexões quanto aos temas raciais e
existenciais.  A crítica cita que seu instrumento mais potente, é o seu coração.
Rubel Brisolla, carioca; estudante de cinema, violonista desde os 8 anos,
aos 15 anos fundou uma banda de rock com amigos, "Os Corleones",
que durou pouco, pois Rubel foi para a PUC do Rio de Janeiro,
de onde partiu em um intercâmbio para a cidade de Austin,
Estados Unidos.  Hoje dedica-se a um  trabalho  mais
autoral em suas composições influenciadas por
estilos vários, tais como o  "Folk"  e a MPB.

O vídeo, por mim selecionado para ilustrar
a postagem,  com a dupla interpretando em duo
a composição "Quando Vier a Primavera",  autoria de
Nina Oliveira, contendo a inserção de trechos de "Samba
da Benção",  um clássico composto por Vinícius de Moraes em
parceria com Baden Powell.  Tenho certeza que apreciarão o vídeo.

carlos miranda (betomelodia) 


Se eu soubesse que amanhã morria e a primavera é depois de amanhã
Se eu soubesse que amanhã morria e a primavera é depois de amanhã
Morreria contente porque ela era depois de amanhã
Se esse é seu tempo quando havia ela de vir senão no seu tempo
Se esse é seu tempo quando havia ela de vir senão no seu tempo
Se esse é seu tempo quando havia ela de vir senão no seu tempo

A realidade não precisa de mim a realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim a realidade não precisa de mim



" É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Põe um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém no mundo vence
O poder que tem um "sambar" não porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser tão triste não tão triste não

Fazer samba não é contar piada e quem faz samba sim não é de nada
Um bom samba é uma forma de oração porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia se hoje ele é branco na poesia
Ele é preto demais no coração no coração no coração no coração "


trechos de 'samba da benção' - vinicius de moraes / baden powell



Se eu soubesse que amanhã morria e a primavera é depois de amanhã
Se eu soubesse que amanhã morria e a primavera é depois de amanhã
Se eu soubesse que amanhã morria e a primavera é depois de amanhã
Morreria contente porque ela era depois de amanhã
Se esse é seu tempo quando havia ela de vir senão no seu tempo
Se esse é seu tempo quando havia ela de vir senão no seu tempo

A realidade não precisa de mim a realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim a realidade não precisa de mim


nina oliveira


fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google