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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Luiz Melodia, Juventude Transviada

O que se imagina que aconteça com um Músico
que cresceu no morro, no meio do Samba?
Ora, que seja um sambista!
Mas Luiz Melodia foi por um caminho diferente.
Não recusa suas origens musicais
nascidas do Samba, mas foi mais além.
Assimilou uma musicalidade que absorve
vários estilos.

Na verdade, Luiz criou uma forma muito
particular de composição. E foi exatamente
isto que fez com que sua música chamasse
atenção de algumas pessoas que,
quando ouviram Pérola Negra, muito se
impressionaram com a força de sua poesia urbana.

A gravação veio na voz de Gal Costa, no disco
Gal a Todo o Vapor, lançado em 1972. Era esse o
estímulo que faltava para a carreira de um tal de
Luiz Carlos dos Santos, nosso Luiz Melodia,
deslanchar. 

Tenho a honra e o privilégio conquistado em
um palco há muitos anos, de usar o sobrenome
Melodia, mas, em respeito à este Músico, meu querido
padrinho que tanto inspirou-me, uso seu
sobrenome com muita humildade, porém o faço
em letras minúsculas. Benção, padrinho.

carlos miranda (betomelodia) 


( vídeo em 360p )
Lava roupa todo dia que agonia
Na quebrada da soleira que chovia
Até sonhar de madrugada
Uma moça sem mancada
Uma mulher não deve vacilar

Eu entendo a juventude transviada
E o auxílio luxuoso de um pandeiro
Até sonhar de madrugada
Uma moça sem mancada
Uma mulher não deve vacilar

Cada cara representa uma mentira
Nascimento vida e morte quem diria
Até sonhar de madrugada
Uma moça sem mancada
Uma mulher não deve vacilar

Hoje pode transformar
E o que diria a juventude
Um dia você vai chorar
Vejo clara as fantasias

luiz melodia

fontes
imagem e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Luiz Melodia, Rosa


Qual intérprete não brindou seu público com uma
das composições de Pixinguinha?
Carinhoso, Rosa, são dois exemplos das muitas que
não podem nem devem faltar no repertório
de um cantor da autêntica Música Popular Brasileira.
Eu, pessoalmente considero Rosa a melhor de suas obras,
composta por ele em 1917 e que teve como título
Evocação, quando apenas instrumental.

Posteriormente, segundo Pixinguinha,
após seis anos foi adicionada a letra escrita pelo
mecânico Otávio de Souza, morador do
Engenho de Dentro, um dos bairros
do Rio de Janeiro.


Considerado um dos maiores gênios da
Música Popular Brasileira e mundial, Pixinguinha
revolucionou a maneira de se fazer Música
no Brasil sob vários aspectos.
Como compositor, arranjador e instrumentista,
sua atuação foi decisiva nos rumos que
a Música brasileira tomou.
O apelido "Pizindim" vem da infância e era como
a avó africana o chamava,
querendo dizer "menino bom".

No dia 23 de abril comemora-se o
Dia Nacional do Choro, tratando-se de uma
homenagem ao nascimento de Pixinguinha.
A data foi criada oficialmente em
04 de setembro de 2000, quando foi sancionada a
lei originada por iniciativa do bandolinista
Hamilton de Holanda e seus alunos da
Escola de Choro Raphael Rabello. Pixinguinha
faleceu em uma igreja, na cidade do Rio de Janeiro,
quando seria padrinho de um batizado.

A seguir, na voz de meu padrinho Luiz Melodia
e em um vídeo editado por Ivanete,
Rosa, sua composição em parceria com
Otávio de Souza

carlos miranda (betomelodia) 

( vídeo em 360p )

Tu és divina e graciosa estátua majestosa
Do amor por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor de mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente aqui nesse ambiente
De luz formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito teu

Tu és a forma ideal estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso a fé e a dor em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela és mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão se ouso confessar-te eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste a incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia ao pé do altar
Jurar aos pés do onipotente em preces comoventes
De dor e receber a unção de tua gratidão
Depois de remir meus desejos em nuvens
De beijos hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer...

pixinguinha / otávio de souza

fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
 base das pesquisas: arquivo pessoal / google