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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Zetty Neuhaus, uma Talentosa Escultora


Dando início a uma série dedicada aos
Escultores Brasileiros, vamos começar pelo Sul
do Brasil, mais precisamente pela Capital
do Estado do Rio Grande do Sul, com uma
pequena mostra das criações de Zetty Neuhaus.
Expondo suas obras desde o ano de 1988,
Zetty teve participação em várias mostras coletivas.

zetti neuhaus

Selecionada pela Associação Leopoldina Juvenil
em 4 Bienais de Arte, na Cidade de Porto Alegre,
onde está radicada desde 1972, realizou 4 exposições
individuais na Galeria da Vera, com grande sucesso.
Bacharel em Comunicação Social, Publicidade e
Propaganda em 1981, escultora, nascida na cidade de
Passo Fundo, participou do Atelier Livre,
tendo sido discípula do mestre Vasco Prado em 1990.
E vamos às Criações dessa grande Artista.

carlos miranda (betomelodia) 













fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google
( obras em alunínio, sem títulos )

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Chico Buarque, Valsinha

A princípio, conheci as composições de
Chico Buarque, ouvindo quando jovem, os
comentários de meus colegas da noite,
no Rio de Janeiro, onde nasci.
Para descrever sua grandeza como compositor,
me faltam palavras e assim, tenho que
recorrer às de nosso mestre, Tom Jobim,
usando uma de suas citações:

"Para o Brasil, é uma coisa muito boa
ter um Chico Buarque. Ele é um gênio da raça,
depositário da cultura popular brasileira.
Grande poeta, grande Músico, grande letrista,
grande escritor, grande tudo."
tom jobim



Creio que com essa citação, a síntese
de um Mestre à outro, maiores comentários
são desnecessários e só me resta colocar
o vídeo da primeira música que dele
interpretei, editado por Ivanete, a minha querida
parceira a quem devoto grande amor.

carlos miranda (betomelodia) 


( vídeo em 360p )
Um dia ele chegou tão diferente
do seu jeito de sempre chegar

Olhou-a dum jeito muito mais quente
do que sempre costumava olhar

E não maldisse a vida tanto
quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto
pra seu grande espanto convidou-a pra rodar


Então ela se fez bonita
como há muito tempo não queria ousar

Com seu vestido decotado
cheirando a guardado de tanto esperar


Depois os dois deram-se os braços
como há muito tempo não se usava dar

E cheios de ternura e graça
foram para a praça e começaram a se abraçar


E ali dançaram tanta dança
que a vizinhança toda despertou

E foi tanta felicidade
que toda a cidade enfim se iluminou


E foram tantos beijos loucos
tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz

vinicius de moraes / chico buarque


fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Almeida Júnior e a Arte

Ouvi falar e conheci uma de suas telas
na cidade em que residi por bom tempo, Piracicaba,
no interior do Estado de São Paulo.

José Ferraz de Almeida Júnior.

almeida júnior

Nascido na cidade de Itu no ano de 1850, era um
homem tímido e retraído mas paradoxalmente ousado.
Após completar 19 anos, trabalhando como sineiro
na Igreja de Nossa Senhora da Candelária,
em sua cidade natal, desde tenra idade
demonstrava um forte dom para a pintura,
o que levou o Padre Miguel Correa Pacheco
a angariar donativos para que ele pudesse
ir para o Rio de Janeiro e estudar Artes Plásticas.

Formado pela Academia Imperial de Belas Artes,
retornou à Itu, montou um ateliê onde lecionou
desenho e dedicou-se a fazer retratos, um dos quais
foi apreciado pelo Imperador Dom Pedro II.
O retrato agradou tanto ao Imperador, que o
chamou oferecendo a ele o custeio de seu
aperfeiçoamento na Europa, mais um crédito de
300 francos mensais para sua subsistência.

Assim, em novembro de 1876, Almeida Junior
partiu para Paris, matriculando-se na
Escola Superior de Belas Artes como aluno do
célebre Cabanel. Inteligente e estudioso, nunca
perdeu seu jeito despojado de matuto, falando,
vestindo-se e agindo como os primitivos
provincianos da cidade de Itu. Certa vez, pelo
Visconde de Nioac recriminado por seu modo de
ser, falar, vestir, indignou-se e disse que
nunca abandonaria sua origem.

Nas horas vagas, a um teclado de piano se
entregava horas à fio, tendo chegado a compor
algumas músicas. De maneira trágica, terminaram-se seus
dias aos 13 de novembro de 1899, em frente ao Hotel
Central de Piracicaba, apunhalado por seu primo
José de Almeida Sampaio, que havia descoberto
a ligação amorosa de Almeida Junior
com sua esposa, Maria Laura.

Agora, mais que palavras, seu
criacionismo está presente nas obras que abaixo
mostramos e que revelam o enorme talento
de que era dotado.

carlos miranda (betomelodia) 


moça com livro

pescando

caipira picando fumo

amolação interrompida

família reunida em casario

o violeiro

o importuno

recado difícil

destaco: descanso da modelo
fontes
imagens: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

segunda-feira, 16 de março de 2009

Caetano Veloso, Carolina


O que falar sobre Caetano Veloso, que adjetivos
usar sem redundâncias, sem que haja plagio
no que se refere a elogios ou idolatria?
Interpreto suas composições há muitos anos, 
sendo sempre muito aplaudido ao cantar 
seus vários sucessos.


Esta interpretação de Carolina, autoria
de Chico Buarque, está em meu acervo de vídeos
que, nesta postagem, hoje divulgo para
matar as saudades de velhos tempos.

carlos miranda (betomelodia) 


( vídeo em 360p )



Carolina nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor
A dor de todo esse mundo

Eu já lhe avisei que não vai dar
Seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar
É hora já sei de aproveitar
Lá fora amor uma rosa nasceu
Todo mundo sambou uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo
Pela janela oi que lindo
E só Carolina não viu

Carolina nos seus olhos tristes
Guarda tanto amor
O amor que já não existe

Eu bem que avisei vai acabar
De tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei para agradar
Agora não sei como explicar
Lá fora amor uma rosa morreu
Uma festa acabou nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
E só Carolina não viu

chico buarque



fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Papas da Língua, Eu Sei


Papas da Língua. A banda de rock
idealizada em 1993, no Rio Grande do Sul,
pelo músico Léo Henkin, guitarrista e
compositor, que uniu velhos conhecidos
para levar o projeto adiante: Serginho Moah
nos vocais, Zé Natálio no baixo, Fernando Pezão
na bateria e Cau Netto na voz.

papas da língua

Interpreto suas composições, que são
muito bem recebidas pelo público
presente, sendo solicitadas e
aplaudidas por todos. Abaixo, em um vídeo
editado por iSaa xD, a banda interpreta
um de seus sucessos, Eu Sei.

carlos miranda (betomelodia) 

Eu sei tudo pode acontecer
Eu sei nosso amor não vai morrer
Vou pedir aos céus
Você aqui comigo vou jogar no mar
Flores pra te encontrar

Não sei por que você disse adeus
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus

Você aqui comigo vou jogar no mar
Flores para te encontrar

Hey Yei
You say good-bye and I say hello
You say good-bye and I say hello
Ô u ô u

Não sei por que você disse adeus não sei
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus
Você aqui comigo v
ou jogar no mar

Flores pra te encontrar

Hey Yei
You say good-bye and I say hello
You say good-bye and I say hello
Ô u ô u
Hey Yei

serginho moah e fernando pezão


fontes
imagens e vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: arquivo pessoal / google

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Zé de Riba, Oito Pilha Hum Real e WWW.Sem


Iniciando 2009, falaremos sobre um
grande personagem da Música e da Arte
do nosso imenso Brasil, um artista que com
sua individualidade e uma criatividade ímpar,
nos leva ao seu mundo de composições e
interpretações que, fugindo das visões e dos
conceitos estereotipados, surpreende e encanta
a todos os que o conhecem.


Zé de Riba é acima de tudo um cara sério.
Quando é folclórico, quando é apocalíptico como
Conselheiro, quando é árido ou quando
é só um embolador de tudo, a abordagem do Nordeste
desse Zé é profundamente respeitosa e honesta.
Até quando ri de si mesmo, ele é assim.

E o show é forte, miscigenado, cheio de pontes
com o mundo. Ao lado de uma banda muito competente,
o maranhense migra por linguagens afinal de contas
parecidas sem deixar de ser ele mesmo,
acima de tudo coerente. Um trabalho de muita força.

carlos miranda (betomelodia) 


(vídeo em 360p )

Nos embalos desse trem cortador de unha tem
bala bombom pirulito tem até Sonrisal
Oito pilha hum real oito pilha hum real
guaraná cadeado relógio inglês
bilhete pra todo lado tem fiscal tomando tudo
e tem fiscal tomando tudo

E de repente um tumulto corre corre recomeça
gente perde a sacola no trilho o trem apita
vai pará é a polícia vai pará é a polícia
é porrada de respeito contra aquele cidadão

do jeito do jeito jeito que foi essa nação
pra você vê então todo dia na estação sujeito
bem disposto alho e tomate tesourinha de mão
nhaum... quando chegar o fiscal
nhaum... quando chegar o fiscal
olha aqui meu irmão tem que pagar na real
olha aqui meu irmão tem que pagar na real

E nesse vendaval aparece um pastor com as
bíblia na mão querendo me convencer... irmão
todo mundo vai morrer irmão todo mundo vai morrer
por causa do cigarro valei-me meu Pai Eterno
é o juízo final olha a pilha! Oito pilha hum real
olha a pilha! Oito pilha hum real vendido

Telefone e automóvel não tem Modess práamenina
tênis camisinha e a tal penicilina absorventes
higiênicos satélite computador Melhoral infantil
avião elevador cotonete de elefante viagem para a lua
roleta de corrida tem dó de mulher nua garrafa
de coca-cola geladeira cd cinto guitarra elétrica e o
carrinho de bebê é o Brasil está legal faz de conta
adicional fantasia real tem câmera digital
olha a pilha! Oito pilha hum real
olha a pilha! Oito pilha hum real tá na bolsa

Barriga bola de gude tem calcinha de fitinha
a bunda brasileira aqui tem de tudo e não precisa
ir à feira tem o rolo do rolo do rolo rolo ralá
enquanto lá em Brasília tão vendendo o País
atola acorda a vida por um triz quando o jogo do jogo
do jogo e quem entra no jogo inda não foi condenado
olha a pilha! Oito pilha hum real

olha a pilha! Oito pilha hum real

"Óquei" pessoal "óquei" pessoal
desculpem incomodá a viagem de vocês meu pai tá
no xadres minha mãe no hospital minha mana é
uma tarada ela não tá legal "porisso" te peço agora
aceito passe ou um Real aceito passe ou um Real
aceito passe aceito passe aceito passe aceito passe

zé de riba


O mais legal é que se fosse para rotular,
não daria para encaixá-lo no mesmo "world music"
de Lenine, por exemplo, a quem não deixa de lembrar.
Mas o que o pernambucano tem de "world",
esse maranhense tem de si próprio. O mesmo dá
para dizer de outra referência de Zé, André Abujamra,
esse citado nominalmente durante a interpretação
de Alma Não Tem Cor, do Karnak.

Explicando: se Lenine e Abujamra, cada um por
um caminho, exploram gêneros olhando para fora,
o maranhense tem as mesmas curiosidades com um
olhar para dentro. Cada gesto teatral, cada
estrutura de arranjo com a entrada da flauta transversa
ou o solo de guitarra, remete a anos do que se vive
repetidamente nos sertões, misturando cordel,
Armorial, Canudos, teatro mambembe,
trovas, alucinações, mitologias readaptadas,
tropicalismo e fome. E é isso que Zé apresenta
no picadeiro ao respeitável público.
Sem leões banguelas, macacos tabagistas
ou elefantes esquálidos.

A referência Karnak aparece de novo,
por acaso (para quem acredita) no título de uma Juvenal
que não é aquela, e mais explicitamente no maestro
da banda, Mano Bap, o baixista da banda de Abujamra.
Daí vir o humor e o conhecimento de causa ao passar por
tudo o que passa a banda, de três percussionistas,
um sopro, baixo e guitarra.

Aliás, um dos percussionistas se destaca pelo uso
de uma bateria eletrônica Roland HPD-15,
de dezesseis pads programáveis,
com um som de "surdo-mitidão" cheio de peso
e harmônicos que pouca gente
percebe de cara não ser o surdo mesmo.
bernando mortimer


( vídeo em 360p ) 
Sem amor sem ninguém
Sem nenhum sem cem
sem bondade sem maldade
sem saudade sem alguém
Sem agora sem passado
Sem futuro sem presente
Sem memoria
Sou www.sem

Sou www.sem
Sem sim sem não
Sem baião nem de dois
Sem tom sem som
Sem batom sem cachaça
Sem graça sem dó
sem pó sem pirraça
Sem feijão sem arroz
Sem teto sem chão
E o w do w do w ponto plugado

E nesse jogo inventado
Eu fico sem ponto sem
Sem amor sem ninguém
Sem Rimbaud sem cem
Sem queijo sem rato
Sem beijo sem Lacan
Sem Freud sem manhã
Sem sina sem menino sem menina
Sem karma sem cama sem drama
Sem gasolina sem comedia
Sem a mídia sem a media
Sou ponto sem sem cem
Sem sol sem Uol

Sem anzol sem mar sem lar
E o w do w do w ponto plugado
E nesse jogo inventado
Eu fico sem ponto sem
Sem verbo sem adverbio
Sou transitivo direto
E nesse verbo de amor e de paixão
Tão só tão tão tão só tão tão tão só tão tão
Tão só tão tão tão só

zé de riba e romildo soares



O engraçado é perceber que justamente no ponto
mais fraco da apresentação, Reprocesso,
tocada em duas versões, e nome do disco de Zé de Riba,
é que o artista aposta. Em uma letra com algo entre
B. Negão e Gabriel o Pensador, o artista abre mão de todo
um peso de excelência que carrega nas costas
para tentar ser palatável e falar uma língua que não
se encosta na dele. Entre tantas línguas tão ao alcance
e tão bem incorporadas, a que foi escolhida para representar
o artista é o tiro na culatra. Que ninguém se deixe levar por ela.
bernando mortimer


fontes
imagens e vídeos: arquivo pessoal - textos: carlos miranda (betomelodia) / bernardo mortimer
base das pesquisas: arquivo pessoal / google